Acredite-se ou não no Pai Natal...é de tradição escrever cartas ao Pai Natal ou ao Menino Jesus fazendo os pedidos que satisfaçam os desejos de cada criança.
Eu sei que a conversa habitual é "se te portares bem o Pai Natal dá... se não te portares bem o Pai Natal não dá...ou... se tiveres boas notas..." Ora o que é isto de portar bem? E portar bem quando? Onde? Quantas vezes? SEMPRE!!!? Impossível! Estes argumentos deixam de ter validade como fundamento para ter direito a prendas.
Durante alguns anos deixei os meus alunos consultar catálogos de brinquedos dos supermercados e lojas para poderem elaborar as suas listas de pedidos, mas damo-nos conta que eles pediam demais, pediam tudo...e mais novos e mais velhos acabavam por ver frustados os seus desejos quando as prendas não correspondiam aos seus pedidos. Deixavam de valorizar ou apreciar as pequenas coisas pois tinham sonhado com outras. Assim sendo a prática foi alterando e a proposta agora é um exercício mental que vai de uma prenda de sonho, e os sonhos são o que são ...sonhos que poderão não se realizar, sonhos que se poderão realizar daqui a 10 ou a 20 anos, prendas simples e prendas que não custam dinheiro.
Aqui ficam os desejos de alguns alunos mais crescidos. Os mais novos escreveram as suas cartinhas pedindo para eles e para os seus familiares. Alguns têm mesmo uma lista enorme e não esquecem o cão e o gato e os pobrezinhos. Também o conceito de pobrezinhos merece ser tema de análise pois nos tempos que correm a necessidade de ser solidário não passa apenas por dar "qualquer coisinha" aos que têm menos que nós. Estes temas têm de ser debatidos com os mais novos enquanto absorvem melhor alguns valores. Para isso muitas vezes é necessário ajudá-los a olhar à sua volta e ajudá-los a pensar e agir...dando "prendas que não custam dinheiro" : distribuir beijos e abraços aos mais idosos no lar mais próximo, recolher um cão ou gato abandonado, arrumar a casa à tia, convidar o vizinho para lanchar.
Termino desejando um Bom Natal todos os dias.